‘boris’ henningsen
Aprendeu a falar dentro de renomados restaurantes, como Antiquárius, Le Bec Fin, Monte Carlo e outros famosos no Rio de Janeiro. Acompanhando o pai, que também era um fã da boa gastronomia, o menino fazia amizade com garçons, mâitres e bartenders, tinha livre acesso a cozinha e bares dos mesmos. Seus primeiros contatos imediatos com o fogão foram por volta dos 20 anos, quando foi morar sozinho na Espanha, onde, muitas vezes, só tinha raspas, restos, um fogão e uma panela.
Por volta de 1996, foragido do mercado financeiro, encarou o desafio de reorganizar um restaurante e churrascaria com quase 80 empregados e que ocupava praticamente um quarteirão inteiro no longínquo Jacarepaguá.Com 1,96m e sempre pesando três dígitos, foi obrigado a lidar com a realidade da hipertensão, colesterol e triglicerídeos estratosféricos. Por isso, teve que optar por viver se entupindo de drogas lícitas ou reaprender o que e como comer. Assim, entrou de cabeça na “alimentação funcional” e conseguiu “resetar” todos os índices, mas sem perder o sabor e a força de uma autêntica comida de ogro.
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